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Classe Mé(i)dia

Por Ricardo Carelli:

Ser “classe média” é ter a proteção dos “Deuses”. Ser intocável. Ser Superior.

Ser “classe média” é estar longe do que nos incomoda e fazer protesto quando o que nos ameaça, bate em nossa porta. Nesse momento viramos “classe midia”.

PM admite que “piores” policiais vão para favelas

Capão abandonado

Capão abandonado

PM admite que “piores” policiais eram designados para favelas

♣ Ricardo Carelli ♣

Direto de São Paulo com fotos e texto ♣

As diferenças sociais que fazem parte do cotidiano da cidade de São Paulo trazem não só o preconceito para a vida de moradores das periferias de São Paulo, mas também um tratamento diferente por parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A PM assume que no passado, os piores policiais em serviço eram designados para áreas mais problemáticas e favelas. Segundo o Coronel Raugeston Benedito Bizarria Dias, diretor de ensino da Polícia Militar de São Paulo, somente a partir do início dos anos 90 é que esta política foi abolida. Segundo ele, hoje, para áreas mais difíceis, procuram transferir os policiais com melhor desempenho.

O Coronel Bizarria ainda diz que a entrada de policiais em favelas não é uma tarefa fácil e que surge a necessidade de ganhar a confiança dos moradores para que possa existir uma relação mais amistosa. “A forma de se fazer isto é suprindo a falta que o Estado tem junto a estas comunidades e isso é feito pela presença da PM no auxílio ao deslocamento de pessoas doentes, atendimento de emergências e ações sociais em geral, tudo dentro das possibilidades da organização”.

Para o Coronel, mesmo assim, se a população for perguntada se estaria satisfeita, a resposta seria não, pois existe muito que se conquistar em resultados positivos e também em questões de confiança entre policial e morador da favela.

Apesar das informações dadas pela Polícia Militar de São Paulo, a população que mora em favelas, como a de Heliópolis, desconhece essa relação entre polícia e comunidade.

Heliópolis é a maior favela do estado de São Paulo e a segunda maior do Brasil e da América Latina. São 120 mil moradores que vivem em 1 milhão de m² (FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, 2003). Laiz Fonseca, 42, jornalista e assessora de imprensa da UNAS, União de Núcleos e Associações de Heliópolis e São João Clímaco, diz que a polícia realmente “aparece” pela favela de Heliópolis, porém sua presença para a população é indiferente. Segundo Laiz, “Há alguns anos havia uma relação de temor, pois não se sabia quem era polícia ou bandido. Hoje se acostumam com a presença deles (policiais) e nem sempre esta presença tem um motivo positivo, pois existe muita corrupção que cerca a favela”.

Coronel Bizarria afirma que a imagem da polícia melhora quando melhora a prestação de serviços, mas, se comunidades como a de Heliópolis não vêem que esta prestação de serviço nem sequer existe, ela se tornará tão indiferente quanto a visão que esta comunidade tem da policia hoje.

Ela desconhece qualquer tipo de ação comunitária ou atividade social em que a policia esteja envolvida na comunidade. ”Que eu saiba tem uma biblioteca que funciona na 95ª DP que ninguém usa, e uma quadra poli esportiva que é usada sim, pois aqui em Heliópolis não temos áreas de lazer para a população, fora isto desconheço qualquer outra atividade da polícia”.

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