Arquivo da categoria: CRÔNICA

Frutos bons, de um mal tamanho, …..

 

 

Hiroshima nunca mais  ?????

Entenda e ame os Estados Unidos o quanto puder ….

 

 

 

 

Clip Clipe ou Eclips

Leandro Bill Iamin, artista, jornalista e ainda menino e amigo:

Grande clipe! Vale prêmio em festival …

Enjoy Folks !

 

VERDADES E CONFUSÕES

By  Ricardo Carelli:

“Relacionamento não é aquela coisa colorida onde tudo se encaixa perfeitamente…

O nome daquilo é    LEGO  !”

O Maniqueísmo Estadunidense – Quem são os bandidos no final das contas ?

RICARDO CARELLI

  Texto, Foto, Arquivos Fotográficos e Pesquisa.

A Paz de quem não enxerga por traz do por-de-sol (foto Ricardo Carelli)

      220 mil japoneses foram mortos nos ataques à Hiroshima e Nagazaki.

      6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto.

      9 milhões de pessoas foram mortas pela Inquisição.

      100 milhões de negros foram mortos na escravidão.

E ainda querem nos convencer que o famoso 11 de setembro (3000 mortos + -) foi o maior ato terrorista da história

????????????????? Será mesmo ?????????????????

A saga de um povo dizimado pelos Terroristas Estadunidenses.

      Mauro Reyes:

“Foi é pouco! Cadê o que eles foram buscar no Afeganistão e Iraque? O que vc acha de um povo que valoriza tanto o poder das armas que até em filmes de terror eles as usam pra vencer espíritos e demônios?”

      Ricardo Carelli:

“Eu concordo que toda violência contra a humanidade é hedionda, mas não consigo deixar de pensar em Hiroshima. Depois de ler o livro de John Hershey (o que eu recomendo como  jornalista cidadão, se bem que acho  uma leitura mais que recomendada, e sim obrigatória), e notar que não houve punição a nenhuma pessoa que seja,  nenhuma responsabilidade por um ato tão brutal, assassino e terrorista, penso que a tal nova ordem mundial se fez, pela antiga ordem mundial, a do poder bélico. Vemos aí o maior engôdo sugerido em nome da Paz mundial.  Para mim, Hiroshima foi a Bagdá moderna e Pearl Harbor, o World Trade Center, repaginados e travestidos de legitimidade, justiça de  luta contra inimigos em guerra ou terroristas vestidos de “Bicho Papão Muçulmano”. A palavra mais próxima que consigo entender é  “vingança a qualquer custo”, que sejam inocentes, crianças, velhos, todos representam o mal. Ironicamente, para os inimigos do mal, os Estados Unidos representam o grande Satã. Não consigo ver Justiça em nenhum milímetro desta história, o que vejo é ódio bilateral e o maior esmagando o menor. O rico saqueando o pobre, a arma de fogo sobrepujando o bodoque. A tirania do mais forte sobre o mais fraco. Tudo isso com as bençãos da ONU e de todo mundo “Evoluído e Aculturado”. Pobres comedores de cabritos.

Os Estadunidenses deveriam sim ser julgados por Crimes contra a Humanidade e claro pelo extermínio de civis inocentes, pelo mundo afora, Japão, Bagdá, Oriente médio, Coréia e por ai vai. Claro que tudo tem motor propulsor desta economia sangrenta, se apropriando do petróleo,   por saque as riquezas, pilhando países do oriente médio, assim como por infringir a soberania de outros tantos países e desrespeitar todos os tratados internacionais de respeito ao próximo. Todo o princípio de ajuda humanitária e de respeito aos sobreviventes, prisioneiros e até da forma desproporcional de retaliação, que por décadas, a Cruz Vermelha Internacional luta para que estes princípios sejam respeitados minimamente, se afunda nas prisões escusas, e no inferno chamado Guantánamo. Local este assumidamente uma fábrica de torturas, assassinatos e desrespeito ao resto do mundo. Chego a pensar nas técnicas nazistas e em outra comparação de Guantánamo como sendo um moderno Campo de concentração Estadunidense. Só o futuro, oxalá, nos dirá o que acontece lá. Afinal o próprio presidente americano ( dois na verdade ) aprovam a tortura, por afogamento para obter resultados satisfatórios em interrogatórios. Dá pra entender????  TORTURA LEGALIZADA.

Senhores, definitivamente com Guantánamo voltamos a idade média.

Bombardeio em Bagdá

Tudo em nome do combate ao Terrorismo, implantado, municiado, alimentado, treinado, sabemos bem, pelo próprio governo Estadunidense. Amigos, sem guerra a economia dos Estados Unidos vai a colapso. #é_fato.  Os senhores da guerra fazem das mazelas humanitárias, o seu ganha pão, ou seriam trilhões de pães?!. Na minha humilde opinião, sou contra TODO tipo de terrorismo, 11 de setembro foi uma retaliação as ações de pirataria. Não sou e nem nunca fui a favor de Bin Laden, ou as ações deste dia fatídico,  mas… quem tem o direito ou autorização, para entrar em um País soberano, e assassinar quem eles quiserem, a sangue frio, e sumir com o corpo, jogando ao mar, só para acalmar o desejo de vingança de seu povo, ignorante e hipócrita.

O que foi gasto para encontrar e matar Osama Bin Laden, resolveria boa parte  dos problemas da fome em alguns países na Africa e até mesmo na América do Sul e Central.

Que tem de diferente isso de um ato terrorista . Já não é novidade e nem é de agora que os maiores assassinos de todos os temos usam colarinhos brancos, ternos e gravatas vermelhas listradas. Fazem inveja a qualquer “Chico Picadinho”, ou “Maníaco do Parque”,  Massacres em Columbine, ou Assalto ao trem Pagador.  Sugiro cuidado a todos quando pesar na balança das responsabilidades absolutas  pois a indefectível forma de se separar o Bem do Mal, o bandido e o mocinho, pode não ser tão fácil como parece.

Inocentes de Bagdá - o ódio aos terroristas (?????)

    

 Nestas brigas os únicos inocentes são as vítimas, os mortos,  todos os outros são cúmplices, são hipócritas, assassinos ou Chefes de Estado. O mais bobo, vendeu a mãe, e não entregou. Temos que tomar cuidado, pois amanhã, o demônio pode ser eu, você, a velhinha que mora na esquina, o padeiro, o morador de rua, sei lá quem mais. Depende o quão é interessante e quanto ganharam com isso.  Boa noite para quem consegue dormir tranquilo isto acontecendo embaixo de nossos olhos.

Olha quanto ao atentado de 11 de setembro, para ser bem claro sou totalmente contra o que aconteceu, achei uma barbaridade, como todas as outras histórias que aqui lembrei, só não acho que o governo de parte da América do Norte esteja livre de responsabilidades, inclusive no atentado, ao contrário, os considero culpados, e acho piamente que deveriam ser punidos, como todas suas vítimas foram.

      Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal:

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. “A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo”, declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

Hiroshima no dia Seguinte - Quem planta bomba, colhe Terrorismo.

      O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

Análise Cognitiva da Poesia Cantada “Sou Phoda” Através dos Elementos Estruturadores Mórficos.

Análise da letra do fenômeno da internet “Sou Foda”, uma letra complexa e poética que tem tudo para ser o primeiro poema declamado por Maria Bethânia em seu blog milionário. Mais de um milhão para fazer um vlog de poesias, pensando bem, ela que é foda !

Sou foda, na cama eu te esculacho
Na sala ou no quarto
No beco ou no carro
Eu… eu sou sinistro

.Primeira Dica: Pra ser foda, você tem que ser versátil.

Não adianta esculachar só no Quarto ou na Sala. Ele te esculacha na Cama, na Sala, no Quarto, no Beco e no Carro. A área de cobertura do serviço Sou foda é muito grande, maior que a da Tim. Lá em  casa o celular só pega na Sala e no Quarto. No Beco e no Carro? NUNCA!

Melhor que seu marido
Esculacho seu amigo
No escuro eu sou um perigo…
Avassalador, um cara interessante
Esculacho seu amante
Até o seu ficante

.Segunda Dica: Você tem que ser  melhor que o marido, que o amigo, que o amante e o ficante.

Bem que essa parte eu não entendo muito bem. Porque ele é melhor que todos esses caras, então não ocupa nenhuma dessas funções em um relacionamento.  Ele é o que dela então?
Ainda tem lugar pra ele nessa bagunça toda? E quando uma mulher tem marido, amigo, ficante e amante, será que cada um sabe o que é? Eu acho que qd uma mulher tem tantos homens, o cara nem sabe mais o q é dela, todo mundo se acha amante, ficante , marido. Eles só sabem de uma coisa, que são cornos, só isso..

Mas… mas não se esqueça
Que eu sou vagabundo

O que é algo muito importante  mesmo, não é? Realmente não devemos esquecer. É tão importante que na casa dele ele deve ter colocado um aviso na geladeira para a mãe dele não esquecer : “ Mãe, Rita ligou dizendo que marcou médico pra quarta-feira OBS: Não se esqueça que eu sou vagabundo! By : Seu Filho Avassalador “ A maioria dos vagabundos do mundo quer que todos esqueçam esse defeito deles, mas ele não , ele é Foda. Então, vai ai mais uma dica:

Terceira Dica: Se você quer ser Foda, não faça as pessoas esquecerem seus defeitos, as faça lembrarem.

Mas… mas não se esqueça
Que eu sou vagabundo
Depois que a putaria começou rolar no mundo

Vemos ai que ele é vagabundo depois que a putaria começou no mundo. E aposto que você se perguntou o mesmo que eu. Quantos anos ele tem? Só o Kamasutra tem 2 mil anos. A Putaria, eu já não sei, mas a região de Sodoma e Gomorra foi destruída há uns 3 mil anos, então vamos supor q a putaria original exista há pelo menos 4 mil anos. Então, concluímos que:

Quarta Dica: Se você quer ser Foda, você tem que ser mais velho que a Hebe… E o Sílvio Santos juntos. E mesmo assim ter cara de 15.

Todas, todas que provaram não
Conseguem esquecer. (2x)

O que elas não conseguem esquecer? Que ele é vagabundo é claro. Não pode esquecer-se disso. Essa é só pra ter certeza que você não esqueceu mesmo.

Quinta Dica: Não esqueça a terceira dica, ela é muito importante para sua vida, por favor, não esquece que ele é vagabundo.

By Lucas Moreira

A verdade sobre o carnaval no Brasil

Adoro pessoas corajosas:

 

Raios que o partam

Pra quem gosta de uma chuva moderada, São Paulo anda bem instável.

Foto: Ricardo Carelli - Raios raios e mais raios

Foto: Ricardo Carelli -Aparelhos queimados, apagão, medo nos lares

Foto: Ricardo Carelli -Uma noite sem dormir, observando tragédias e desesperos

Foto: Ricardo Carelli -Noite agitada com muitas fotos, e muito a se lamentar

Decadência sem Elegância

Fotos e Textos: RICARDO CARELLI


Qual o sentido da vida, se não podemos dividir nossa conquistas com quem é menos afortunado.
O que podemos fazer com nossa própria consciência, se não olhamos para o lado e enxergamos todas as agruras, as maldades que o cotidiano faz nossos pobres irmãos sofrer. É sofrimento demais para crianças, mães e avós. É morte as vezes. Não podemos dormir sem que no final do dia sentiremos um pequeno remorso por ter uma cama quente, um prato de comida e até mesmo uma pessoa para dividir nossos problemas. Que maldade é essa que deixa 15.000 moradores de rua, ao relento, sem teto, sem comida, sem dignidade. Essa é a nossa maldade. Quem tem olhos somente para olhar e não toma atitude, não cumpre suas obrigações como ser humano.


Fique triste sim, mas faça algo de bom.
Fique revoltado sim, mas de um prato de comida a uma criança, ela provavelmente nem sabe o que esta acontecendo e pode morrer de fome ou ser adotada por um traficante.
Tenha pena dos que tem poucos bens, ou não tem dinheiro para gastar.
Eles são nossos irmãos, poderia ser você, e você iria querem, muito, mas muito mesmo que alguém desse um copo de leite para seu filho.


Ricardo Carelli

For those who want to understand and non-Brazilian:

Decadence without Elegance

Photos and Texts: RICARDO CARELLI

What is the meaning of life if we can not share our achievements with those who are less fortunate.

What can we do with our own conscience, if not look to the side and we see all the hardships, the evils which makes our daily life poor brothers suffer. It’s too much suffering for children, mothers and grandmothers. It is Death time. We can not sleep without it at the end of the day feel a little remorse for having awarm bed, a plate of food and even a person to share our problems.

What is this evil that leaves 15,000 residents street, outdoors, homeless, without food, without dignity. This is our wickedness. Who has eyes only to look and not take action, does not meet their obligations as a human being.

Sad yes, but do something good.

Be angry yes, but a plate of food to a child, she probably do not know what is happening and can starve or be adopted by a trafficker. Pity those who have few assets or no money to spend.

They are our brothers, could be you, and you would want, very, very even if someone gave a glass of milk for her child.

Ricardo Carelli

O TETO NÃO É FRÁGIL, AO CONTRÁRIO, É PERIGOSO!

Fotos e texto: RICARDO CARELLI

 


Nos últimos tempos vimos uma torrente de chuvas, deslizamento, mortes,tragédias, pessoas sendo carregadas, inundações. Mas quem tem um teto seguro, acha triste, fica incomodado, as vezes até ajuda, mas é só.

Fica para quem não tem o famoso teto, o verdadeiro desespero. A grande pergunta é : Já pensou? Conto todos estes temporais e você na rua, dormindo com seus filhos, debaixo de uma marquise, ou um viaduto. Esqueça seus preconceitos por um minuto. Procure esquecer todos as desculpas que achamos para que afirmemos que elas estão na rua porque querem.


Fica a questão, porque eles merecem menos que nós mesmos?  No que somos superiores ?

Calma, não responda do nada. Você pode errar a resposta. Mas pense, talves, até tente fazer um grande esforço e tente olhar para uma morador de rua, ao amanhecer, depois de uma noite gelada, com seus filhos pequenos enrolados por jornais e talves aquecidos por alguns cães que fazem parte desta familia.


O que te peço é , pense mais um pouco.

 


Ricardo Carelli


Profissional certo no lugar certo.

“Contratei Laura há um par de anos. Sua bagagem técnica, somada à sua habilidade para fazer as coisas acontecerem, fez dela a escolha ideal para assumir a posição de gerente de projetos na minha equipe.

Como desperdiçar talentos na empresa sem chamar a atenção

Mudanças À Vista

As coisas mudam. Seis meses mais tarde, a empresa foi reestruturada e minha equipe foi desmantelada e dividida entre várias outras. O time de talento que construí foi incorporado em outras equipes para ajudá-las a crescerem. Laura foi alocada num grupo onde suas habilidades eram realmente demandadas. Ela se encaixou perfeitamente e imediatamente se tornou uma integrante produtiva nesta nova equipe.

E Mais Mudanças…

Mais mudanças. Essa nova equipe foi dissolvida. Seu novo chefe foi demitido. Laura foi transferida para um outro time. Desta vez, ela não se encaixou tão bem no grupo. Outros integrantes da equipe tinham as mesmas habilidades dela, portanto o que ela oferecia era mais redundante do que propriamente um talento único. Seu novo chefe a designou para uma tarefa que não estava alinhada com o seu perfil. Ela se esforçava sobre a mesma, mas não alcançava um desempenho à altura do seu padrão usual.

Semana passada, eu a vi. Laura estava do outro lado do saguão, longe demais para que pudesse falar com ela. Entretanto, sua linguagem corporal falava alto e era muito clara. Sua cabeça estava baixa. Seu sorriso a havia abandonado. Aquela vívida elasticidade sumira de seus movimentos. Mesmo para o nosso estilo casual, suas roupas pareciam pouco profissionais. A mulher talentosa, motivada e vencedora que eu havia contratado havia se transformado numa robô desmotivada.

Sem Mudanças

É realmente triste ver a Laura desta forma. Ela é uma boa mulher e estou seguro que se sente mal por não ter tido habilidade o suficiente para lidar com a tarefa a qual foi designada. Entretanto, Pablo, é pela nossa empresa que me sinto triste. Eles perderam a funcionária brilhante, comprometida, que dá duro e com competência de fazer muitas coisas bem acima da média.

Ao invés de utilizar esta funcionária fora-de-série numa posição onde pudesse se superar, a empresa a deslocou para um lugar onde ela fracassou.  Ao invés de realocá-la de volta para sua posição original ou experimentá-la numa nova função, a empresa a deixou onde está e efetivamente acabou rotulando-a como fracassada. Não tenho duvida alguma que Laura estará em breve numa outra empresa, tão logo consiga encontrar um posição adequada. Ela vai se dar bem lá. É uma profissional  com grande potencial. Nossa empresa não podia se dar o luxo de perder pessoas de talento, mas nós perdemos a Laura… Por enquanto, nós ainda contamos com a sua presença, mas sua essência não está mais conosco.”

Lidando Com Esta Questão

Imagino que você ou vivenciou histórias semelhantes ou ouviu narrativas parecidas… A lição que quero dividir com você é simples. Encontre e recrute as melhores pessoas que puder. Coloque-as nos lugares onde elas podem dar o seu melhor e deixe-as fazer o trabalho para o qual foram contratadas. Ajude seu time a ter êxito e sua empresa terá êxito.  É simples… mas não é fácil.

Conte comigo,

Palhaços, sim senhor!

Perna de palhaço, pinta de palhaço - Foto: Ricardo Carelli

Vontade de por um nariz vermelho, não falta.

Às vezes eu me revolto com os políticos que temos, que votamos, que confiamos.

Vídeos que mostram políticos famosos, governadores de estado, deputados, senadores, enfim toda prova possível de trapaça só vem a estampar nas páginas de todos os principais jornais a corrupção gigantesca que assola nossa pátria.  Esta trapaça, sejam dólares nas cuecas, ou reais nas meias, ou Panetones para os pobres, é uma fonte inesgotável de riqueza para uma “meia dúzia”  e uma verdadeira afronta à sociedade.

Eu vi vídeos de políticos recebendo dinheiro em maços de R$100.000,00 e enfiando nas meias. Eu vejo crianças morrendo de fome e sem atendimento médico, que moram nas ruas de  São Paulo. Eu vejo Governador receber propina para sua campanha política. Eu vejo um menino trabalhar 18 horas em Maceió, sem comer, sem estudar, para levar poucos reais, fruto da venda de pequenos artesanatos, para ajudar a família. Eu vejo a riqueza crescente de quem rouba o povo, e vejo o povo morrendo em barrancos, soterrados pela chuva torrencial em São Paulo, em Santa Catarina, no Rio Grande do sul.

Hoje morreram 8 pessoas vítimas das chuvas, a maioria crianças. Estas crianças não irão dar seus votos à esta corja de bandidos políticos (ou seriam políticos bandidos), ou seriam só bandidos, pois não estarão vivas pra isso. Foram enterradas na lama na qual chafurdam os porcos estelionatários de mandatos roubados do povo brasileiro.

E isso ai, e ainda os votamos nestas pessoas, acreditamos, vemos seus sorrisos nas campanhas, todos iguais, todos pedindo sua confiança, pra depois meter a mão no bolso de cada um de nós e gozar a vida com riqueza, carros importados, viagens a europa, casas espetaculares, que não desabam.

Com tudo isso acontecendo embaixo de nosso nariz, e eles rindo da gente pois somos palhaços, nos fazem de palhaços, Maluf”s, Pitta’s (este ja foi e levou o que pode da gente) , cuecas, meias, panetones, dólares na bíblia sagrada, meu Deus!

Estão ofendendo nossa inteligência. Somos palhaços de um grande circo, que apresenta um espetáculo fúnebre.

Choro por isso!

Ricardo Carelli

Green-eyed Afghan girl

Texto: Ricardo Carelli

A partir de hoje postarei imagens que ficaram famosas por todo mundo. Por motivos diversos, por alegria, por fatos tristes ou simplesmente pelo significado da imagem.

A primeira foto é uma verdadeira obra de arte.  O fotografo Steve McCurry eternizou a  jovem afegã, Sharbat Gula,  capa da NatGeo, em uma imagem muito conhecida como a “Monalisa Moderna”, a garota, que na época vivia em um campo de refugiados no Paquistão, ficou famosa através de sua fotografia na capa da famosa revista National Geographic, porém a fama não lhe trouxe melhora alguma em sua vida.

Durante duas décadas McCurry, procurou encontrar a mesma menina, que quando tirou a foto tinha 15 anos de idade, e foi em uma de suas incursões pelo Afeganistão que obteve sucesso . O contraste é chocante.

Assim como um livro que terminou de ser escrito 20 anos depois de iniciado, McCurry fez uma nova foto, da mesma menina, que agora trás todas as marcas do sofrimento de um povo na forma de cicatrizes. Os olhos verdes continuam verdes, mas o brilho, a muito se foi apagado.


Sharbat Gula vinte anos depois, novamente capa da NatGeo

 

Da para parar um segundo e pensar: E se a Monalisa fosse pintada 20 anos depois, novamente pelo mesmo artista ? A poesia teria se mantido.

Um bom começo com uma História fantástica dentre outras que aqui trarei.

Enjoy.

Adeus, FHC

Este texto não é meu, porém foi muito bem escrito e vale um pouco de sua atenção.

FHC o que fazer?

Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.

Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.

Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.

Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.

Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.

Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:

Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.

FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!

A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.

Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.

Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.

A meu ver, um pouco tarde demais.

Como todo dia nasce, novo em cada amanhecer!

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Fotos e Montagem: Ricardo Carelli


Como diriam “Os Incríveis”:

…neste ano, quero paz no meu coração, quem quiser ter um amigo, que me dê a mão.

O tempo passa, e com ele caminhamos todos juntos, sem parar. Nossos passos pelo chão vão ficar.

Marcas do que se foi, sonho que vamos ter. Como todo dia nasce, novo em cada amanhecer…

Religião ou Apagão?

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Foto: Ricardo Carelli

Polícia, bandido, a educação e a falta dela.

Estamos à beira de um penhasco e o vento é forte.

Para quem mora em alguma comunidade ( nome dado a favela para ficar mais humanizada ),  já não basta a chuva de balas perdidas, ou o sofrimento de viver na periferia de grandes cidades sem condições de transporte, saúde, segurança pública, ainda assim tem que agüentar os apagões elétricos e ficar horas a espera de uma condução pra voltar pra casa, já pela madrugada.

Não é só isso, ainda temos nossas  “Geisys”, maltratadas, estupradas, açoitadas e humilhadas por nossos tão bem educados alunos, filhinhos de papai, ou simplesmente medíocres moleques. Algumas têm a sorte de continuarem vivas e a media ouvir suas súplicas, outras “Marias da Penha” ainda podem reclamar, mas para outro tanto, não pequeno, melhor cabe o choro de quem fica, às vezes nem isso.

Viva a sociedade alternativa!

escola 10 km
Foto: Ricardo Carelli

 

O verdadeiro apagão, parece, está na cabeça de todos, que vão esquecer o “UNItaliBAN”, o “Crime da Mala”, “Os pedófilos de plantão”, os “Nardoni’s”, “Marcola’s” e Cuecas cheias de dólares. Este apagão está dentro de todos nós, não duvide.

Mas existe esperança, fora a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil? Quem sabe?

Será que ainda existem pessoas, resignadas à deriva desta sociedade podre, que ainda acreditam na educação, no carinho e na família ainda como o berço e o pilar da comunidade ( ai sim no sentido exato da palavra )?

Eu acho que sim……!

Casa de taipa: o bairro paulistano da Mooca em livro-reportagem

 

casa-de-taipa.jpg

Lançamento: dia 28 de setembro de 2006
na Casa das Rosas,  Avenida Paulista, 37

Reportagem publicada em 25/09/2006 – 03:11 , no site da CNBB http://cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=3825

Em 2006, a Mooca, um dos mais tradicionais bairros de São Paulo, completa 450 anos de muitas histórias. Entre as homenagens ao “mais paulistano de todos os bairros” está a edição de Casa de taipa: o bairro paulistano da Mooca em livro-reportagem. Para o lançamento estão previstos a leitura de trechos da obra, uma exposição fotográfica e um bate-papo sobre jornalismo literário.Concebido como projeto de jornalismo em narrativa literária, Casa de taipa acabou se transformando em mais do que um livro lançado pela Editora Salesiana. Os sete autores, sob a coordenação do filósofo e professor universitário Dimas A. Künsch, se tornaram “mooquenses” de coração. Durante cinco meses, percorreram ruas, casas, bares, cantinas, empresas, escolas, templos e campos de esporte da Mooca para revelar as muitas “Moocas” que, no entanto, são uma só.O grande diferencial de Casa de taipa é o rigor e a precisão das informações e o texto em narrativa literária. A obra utiliza elementos de encantamento e poesia para falar das origens indígenas, migrantes e operárias da Mooca; da chegada do trem e do bonde; da boa comida do bairro; das tradições religiosas e da Festa de San Gennaro; das escolas; do comércio; do time Juventus; dos problemas sociais; de um pedaço de São Paulo que representa, como nenhum outro bairro, toda a riqueza da cidade.Este é um livro de reportagens empolgantes e crônicas deliciosas. De conversas e lembranças cheias de emoção. De locais, acontecimentos, tradições e pessoas, tão esquecidos no árido jornalismo diário. De pequenas histórias de vida rememoradas que vão, pouco a pouco, tecendo a História do bairro.

Casa de taipa foi escrito por um grupo de profissionais que, durante o trabalho, se apaixonaram pelo bairro, a ponto de declarar esse amor no próprio texto. A equipe é composta pelas jornalistas e professoras universitárias Bernardete Toneto, Denise Casatti, Jaqueline Lemos, Monica Martinez e Renata Carraro, e pelos escritores Christian Botelho Borges e Magalhães Jr. As fotos são de Ricardo Carelli e as ilustrações, de Fabiana Fernandes.

HIP HOP

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Fotos: Ricardo Carelli

Pauta da Carta Capital.

1daSul , Negredo e Ferrez, o desafeto do Luciano na trilogia com o Rolex.

Povo de Rua

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Texto e fotos: Ricardo Carelli:

Um dia perguntei para um senhor que morava nas ruas, como é morar na rua? Ele respondeu: “Simples responder. Estamos conversando aqui, em pé, mais ou menos há uma hora. Imagine ficar aqui comigo durante o dia todo. A noite, não vá pra sua casa, continue aqui. Vamos passar a noite nessa calçada. Pela manhã, continuamos aqui, e vamos repetir este cotidiano, por tempo indeterminado. Imagine que nas condições que temos aqui, ninguém vai te dar emprego, portanto, não terá comida, roupas. Por fim, por essa condição, vc perde tudo, o carinho das pessoas, a moral e o pior, perde sua dignidade. Entendeu?. Isso é morar na rua”.

Trabalho Infantil Urbano

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Texto e fotos: Ricardo Carelli:

Escravos e uma sociedade que muda o olhar de direção quando depara com a miséria. Que fecha vidros com medo de se expor e deixa exposta a ferida mais profunda que uma cidade pode ter. A cura para essa ferida não é a indiferença.

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